LiHS entra com representação no MP do Mato Grosso contra escultura da Bíblia.

Na semana de 8 de fevereiro, a LiHS ingressou com representação no Ministério Público do Mato Grosso (MP-MT) contra ação do prefeito de Nova Olímpia, Cristóvão Masson. Uma escultura feita com sucata, do artista Genival Soares, virou objeto de ira de grupos religiosos da cidade.

Segundo reportagem do G1, ” ‘A Guardiã’, como era chamada, estava fixada na entrada do município. Segundo o artista, a ideia da criação é representar “uma figura mitológica feminina que vigia o cruzamento de vias e a principal entrada do Centro de Eventos [da cidade]”.

O prefeito cedeu à pressão religiosa e decidiu remover a escultura no final de janeiro deste ano. No lugar, decidiu fazer uma escultura de concreto da Bíblia. Ainda declarou que “é um livro de todas as religiões, das melhores e das piores. Vou colocá-la e não pretendo repensar, mesmo que algum grupo não goste”.

O diretor jurídico da LiHS, Thiago Viana, solicitou ao MP que coíba a construção do monumento. Citou decisão similar já tomada pelo MP do Ceará contra o prefeito de Crato (CE) em 2013. Para Viana, caso a Bíblia de concreto seja feita, se dará em violação à laicidade do Estado (art. 19, inc. I, da CF/88), incorrendo, ainda, em improbidade (art. 10, LIA) e em violação à lei de licitação, já que o prazo apontado pelo próprio prefeito (20 dias) é exíguo.

Na foto, escultura ‘A Guardiã’. Imagem: Genival Soares / Arquivo pessoal

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Reprodução da Notícia no Jornal ClickNovaOlimpia

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