Em documentário, britânico mostra como irmão se convertou ao Islã radical

Uma sugestão de notícia feita pelo amigo Jeronimo Freitas no Bule Voador:

 

Em documentário, britânico mostra como irmão se convertou ao Islã radical

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/04/110404_irmao_lislamico_pai.shtml

 

Quase não é necessário dizer mais nada, analisar mais nada. Uma religião, uma fé, que separa famílias, que faz com que um irmão se recuse a dar a mão a outro, alegando ser este um “kafir (descrente) sujo”, diz tudo e diz o suficiente.

 

Nada separa tão bem, tão perfeitamente, por tanto tempo, quanto a crença sobre ser mais “especial”, mais próximo a “deus” que os outros.

 

Fico sempre muito triste ao ler notícias assim. E penso em quanto o esforço dos não religiosos é importante e necessário.

 

Homero

Ateísmo e peitos – Duas coisas bem normais

Este é um site interessante, colocando juntas duas coisas bem normais, mas que não se costuma pensar terem alguma ligação..:-)

 

http://ateismoepeitos.tumblr.com

 

O site é, basicamente, uma sequencia de fotos de moças com os seios de fora, e frases sobre ateísmo diversas. É uma boa diversão, mas não recomendada para o ambiente de trabalho, portanto uma certa cautela é necessária.

 

Uma das imagens que achei interessante foi este gráfico dos “poderes de deus”, que vem decaindo vergonhosamente com o tempo:

Já não se fazem mais deuses como antigamente (graças a deus..:-).

 

Homero

 

Igreja transfere padre que defende uso da camisinha

Notícia na Folha de São Paulo:

 

Igreja transfere padre que defende uso da camisinha.

Abrigo de jovens contaminados pelo HIV, mantido por religioso, pode fechar.
Igreja não comenta transferência para a Itália nem a solicitação para retirada de um abrigo da paróquia.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0304201105.htm

 

Mais um exemplo do adágio: pessoas boas farão coisas boas, independente de religião, pessoas más farão coisas más, independente de religião, mas para que pessoas boas façam coisas más, é preciso religião.

 

Não duvido que a arquidiocese e os bispos que estão transferindo o padre pensem estar agindo para o “bem”, mas o efeito é daninho, cruel, mesquinho.

 

Homero

 

Abaixo o artigo completo, para quem não tem acesso a Folha:

 

Igreja transfere padre que defende uso da camisinha

Abrigo de jovens contaminados pelo HIV, mantido por religioso, pode fechar

Igreja não comenta transferência para a Itália nem a solicitação para retirada de um abrigo da paróquia 

Rivaldo Gomes/Folhapress

Pe. Valeriano e uma das crianças atendidas na Casa Siloé 

FABIANA CAMBRICOLI
DO “AGORA” 

Defensor público do uso da camisinha, o padre Valeriano Paitoni, 61, está sendo obrigado a voltar para Itália após receber ordem de seus superiores na Igreja Católica.
Há 33 anos na zona norte de São Paulo, o padre ganhou notoriedade em 2000 quando passou a defender a utilização de preservativos como forma de combater o vírus da Aids -opondo-se às orientações do Vaticano.
Esse posicionamento público -que ainda defende- causou irritação em parte da cúpula da igreja em SP.
A transferência ameaça parte da obra mantida por ele: três abrigos para crianças e jovens contaminados com o vírus da Aids.
No início do ano, o religioso diz ter sido comunicado por sua congregação -Instituto Missões Consolata- de que havia sido designado para uma missão na Itália.
Após reações negativas da comunidade, o coordenador do Instituto no Brasil convocou uma reunião para a última quinta-feira com a comunidade. No encontro, porém, a decisão foi reafirmada.
Quase simultaneamente, a Arquidiocese de São Paulo, dona do imóvel onde estão a paróquia Nossa Senhora de Fátima do Imirim (Paitoni é padre ajudante) e de um dos abrigos (a Casa Siloé), anunciou que este teria de deixar o local, conforme contrato.
“Não me deram motivos válidos [para que a casa saia do espaço]. Se eles tivessem uma finalidade para o local, eu seria o primeiro a procurar outro espaço”, afirma.
Segundo fiéis, a arquidiocese argumenta que um projeto social mantido por uma entidade não pode ocupar o espaço da paróquia.
Os motivos dados pela igreja, porém, não convencem o padre e os fiéis.
Para eles, as decisões seriam uma espécie de retaliação da instituição.
“A maioria já perdeu os pais. Sei que a norma do instituto prevê transferências, mas a Igreja não pode colocar a regra acima da pessoa e do diálogo”, diz o religioso.

CRIANÇAS
Os irmãos Paula e Tiago (nomes fictícios), de 11 e 13 anos, chegaram na Casa Siloé quando ainda eram bebês. Contaminados na gestação, perderam a mãe e foram abandonados pelo pai.
Na casa de apoio, dizem ter encontrado uma família. O local mal parece um abrigo. Tem quartos para no máximo três crianças. Há videogame, TV e computador. “São as tias que cuidam da gente e o padre [que a gente mais gosta]. É como se fosse um pai para mim”, diz Tiago.